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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cliente Proxy - Cntlm

Quando se trabalha em uma Organização em que sua estrutura de rede corporativa roda praticamente sob Windows, usuários Linux da empresa sempre se deparam com um problema: o acesso à internet. Isto se deve muito provavelmente por se utilizar a autenticação NTLM (protocolo proprietário da MS) no lado do proxy para acesso à internet. E isso acaba se tornando um problema para usuários não-Windows.

Para resolver a questão utiliza-se um proxy local capaz de traduzir as autenticações NTLM para o proxy da corporação. Existem algumas aplicações para solucionar o problema. Neste post estarei mostrando como instalar e utilizar o Cntlm.

Para a utilização deste post, considero já alguns conhecimentos básicos de edição e de comandos no terminal e utilização do Ubuntu 11.10, porém acredito que rodará em outras distribuições. (Também testado no Debian 6.0 - Squeeze)

1 - Instalação :
O cntlm já está no repositório oficial do Ubuntu 11.10, desta forma basta instalar utilizando o comando:

$sudo apt-get install cntlm

2 - Configurando :
A configuração do cntlm está no /etc/cntlm.conf

Para editá-lo basta utilizar seu editor preferido para fazer algumas alterações. Normalmente utilizo o comando:



Pode-se também utilizar:



Ache os trechos abaixo destacados no arquivo e altere conforme seus dados (lembre-se de tirar meus comentários):

Username nome.sobrenome
Domain seudominio
PassNTLMv2  615CD146794614D291E006E213CDBB15  (gerar hash - explicado mais abaixo)

Proxy 10.217.112.41:8080 (IP do seu proxy, solicite ao administrador da rede ou simplesmente dê um $ping nome.do.proxy)
Listen 3128 (Porta)
NoProxy Localhost, 127.0.0.1, nomeDaSuaIntranet, etc






3 - Gerar Hash da senha
Observe que foi gerado um hash para a senha, desta forma sua segurança fica preservada, caso haja alguma acesso indevido.
Em outro terminal, para gerar o hash da senha utilize o comando:
$sudo cntlm -H
Password:
PassLM 26CFFB4081C1333C9EC16D6C6BDAF60F
PassNT 3089B6B296D064E1038A7FDEFD0240B7
PassNTLMv2 615CD146794614D291E006E213CDBB15 # Only for user ‘nome.sobrenome’, domain ‘seudominio’


Normalmente utilizo PassNTLMv2. Copie e atualize seu arquivo cntlm.conf

Exemplo de hash

4 - Parar/Iniciar serviço
Tanto no Ubuntu quanto no Debian, o cntlm será inicializado automaticamente toda vez que o sistema "subir". Eventualmente caso você precise ajustar alguma configuração no arquivo o serviço deverá ser reiniciado para pegar as novas configurações. Para isso utilize os comandos:

- Debian:
$sudo invoke-rc.d cntlm stop
$sudo invoke-rc.d cntlm start

- Ubuntu:
$sudo service cntlm restart

5 - Configuração as aplicações para utilizar o cntlm


  • O apt-get precisa ser configurado para trabalhar com cntlm:




  •  Alterar as configurações do apt.conf conforme abaixo:







  • Alterar as configurações do sistema, nas configurações de rede do ambiente:



Pronto!!! seu sistema está apto a acessar a internet pelo mais variados aplicativos. Lembrar que sempre que houver necessidade de um aplicativo acessar a internet, verificar se as configurações de proxy estão utilizando as configurações do ambiente, caso contrário deve-se configurar na própria aplicação os endereços 127.0.0.1 e porta 3128.

Referências




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Software Livre - Uma opção


Muito interessante esse movimento. Quando iniciei no mundo do software livre, tive a oportunidade de abrir a visão de uma forma tão grande e entender o porquê e como as coisas aconteceram para que a internet fosse um mundo infinito.
O SL não beneficia simplesmente por não ser pago, mas principalmente pelo fato de permitir a colaboração entre as pessoas e de te começar a fazer pensar nas coisas mais corretamente.
Comecei minha vida na área de informática vivenciada no MS-DOS 3.1, um antigo sistema tipo texto e linha de comando que talvez muitos nunca tenham ouvido falar. Fiquei fascinado pela interação que o sistema permitia entre o usuário e o computador, logo me interessei mais profundamente e comecei a fazer os cursos de programação... BASIC, DBase IV, etc, aprendendo a configurar os config.sys e autoexec.bat na ponta dos dedos e da língua, orientando um e outro aqui e ali. Foi quando chegou o Windows 3.1 e aí fiquei fascinado com todas aquelas cores, ícones e janelas. Depois veio o Windows 3.11, NT e toda a família Windows. Cheguei a instalar o OS/2 da IBM, que ainda achei interessante.
Mas a questão toda é outra. Porque essa história? No meu caso como o de várias pessoas, começamos a difundir tanto as cópias ilegais de Sistemas Operacionais, Jogos diversos, Cracks para liberar senhas, etc... sem mesmo perceber e achamos a coisa totalmente normal. Foi quando me deparei com a questão do software livre e simplesmente a coisa da pirataria começou a me incomodar. O SL você pode baixar, instalar, passar para outras pessoas, compartilhar, ajudar a traduzir, fazer coisas que não seja alguma contravenção ou se sinta incomodado, o que nem acontece mais com a maioria das pessoas, pois copiar, crackear se tornou tão comum que ninguém acha que é errado.
Por essas e outras vou caminhando devagar, aprendendo mais sobre outras alternativas de software livre, ajudando e colaborando com a comunidade SL no que é possível e ficando com a mente tranquila.

Quem quiser saber mais software livre acesse os sites: